17/11/2008

SOBRE



(quarta-feira, 13.08.08, 00:32) 

Ainda estou escutando os seus olhos abertos sobre mim.
Ainda posso ver o silêncio de sua voz, enquanto devora esta pele abstrata tecida por meus dedos em cada palavra lançada à sua frente.
Parte que se reparte e se recompõe, deixando sempre rastro para o seu retorno pelo mesmo caminho.
Seus lábios balbuciam isto tudo.
Ainda que mudos, contornam a pronúncia do meu vulto.
É apenas uma fiel silhueta de mim.
Não tenho medido palavras, só sinto; só.
Lapsos da alma.
Pigmentos de emoções deixadas aqui.
E que ninguém jamais há de saber.

SSA


**************************************