14/11/2013

CABECEIRA: A CABANA



Quarta-feira, 13.11.2013, 23:22hs.

Foi na noite de ontem.
Ainda não era meia noite quando comecei a ler "A Cabana". No quinto capítulo eram quase duas da manhã. Vivenciando e me identificando com a leitura o meu coração foi ficando apertado, senti uma represa de emoções começando a arrebentar, e continuei a leitura desviando as lágrimas, reajustando a visão na escrita. Lia aos prantos e sem querer parar, na urgência dos acontecimentos, até concluir o capítulo.
Tive muita vontade de vir aqui escrever no calor da emoção, mas simplesmente decidi conversar com Deus e dormir em seguida. 
Senti fortemente a presença de Deus, me olhando disposto a me ouvir se eu assim quisesse. Falei bem pouco pois ainda estava chorando; e às vezes chorar na presença de Deus quase me é suficiente, não sinto necessidade de palavras.
Quando já ia deitar, me veio subitamente uma certeza de que Deus estava prestes a me dizer algo, eu não podia perder aquele momento! Abri a Bíblia sem escolher página, e no livro de Eclesiastes as palavras que li me cobriram o coração, injetaram-se em minha alma com suavidade e firmeza, numa milimétrica extensão de adequação à necessidade daquele momento, e à minha vida.
Vivemos fugindo um pouco da seriedade do que seja viver, mas viver é algo muito sério e profundo, e Deus faz parte disso!
Serenei a alma, respirei e fui dormir sob os lençóis do alívio e da paz.
Hoje darei continuidade à leitura, estou curiosa...
É bom ser envolvida por um bom livro; é como uma novela bem escolhida, só sua, que você pode assistir quando quiser, com pré disposição para emocionar-se.
A última vez que fui dormir sob o efeito dramático de uma vida que não é a minha, foi quando assisti "Hino ao Amor", a história da vida de Edhit Piaff.
É difícil dividir com alguém sobre a própria vida mesmo quando precisamos. Ninguém está disposto a ouvir. Hoje quando precisamos desabafar temos que pagar. Nunca fiz isso. E a alguns anos, venho fazendo sessões de terapia sem perceber, aqui, na escrita, e com efeito.
Beijos para todos, um feriado cheio de cheirinho de talco!
  
Por SuA


PS:  Um abraço solidário à família Mariano pela perda do Sr. Davi, gente amiga de Goiana, minha cidade natal.

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