05/12/2013

CAPTURA

 
Quinta-feira, 05.12.2013, 00:55hs.  

Sob a voz de Elba Ramalho, exatamente agora, “Chorando e Cantando”, na Goiana FM, a meia noite e cinqüenta e sete!
Emoções, reflexões, necessidade de escrever, de derramar gritos contidos no tempo.
Como um engano sonso o passado às vezes me parece ser um lugar mais seguro.
Seguindo agora, “Dia Branco” com Geraldo Azevedo, conspirando a favor do meu momento ébrio-emotivo!
Às vezes ficamos pequenos, mínimos diante do que sentimos, e as emoções ganham proporções maiores do que nós, e sentimos mais do que somos.
A música tem poder de fundir emoções do passado e presente num mesmo momento e coração.
Por muito tempo “Chorando e Cantando” foi minha música; eu a ouvia na minha própria direção, me aninhando nela!
Independente do que ela cita, o pranto contido em sua poesia sempre parece ser meu. Aí sento-me aqui para escrever qualquer coisa, e pesco esta surpresa, que me deixa sem as palavras que teriam vindo, e com outras que possivelmente não teriam surgido.
“Dia Branco” que coincidiu em tocar agora, sempre me foi complementar, como também agora! Arrasta a melancolia para uma margem fresca e brilhante, porque estas músicas se seguiam numa fita que eu ouvia compulsivamente entre os meus quatorze e quinze anos, ambas na voz de Geraldo Azevedo.
Na fita também tinha, “O Amanhã é Distante” que sinto apertar um nó, na versão mais chorosa do LP "A Luz do Solo",  tinha também “Você se Lembra”, "Caravana", “Menina do Lido”, “Moça Bonita”, “Sabor Colorido”, “Canta Coração”, e outras tantas terríveis de tão maravilhosas!...
Quando Jessica tinha mais ou menos três anos, perguntou-me enquanto eu ouvia Geraldo, se aquilo era a voz de Deus... !!!
A voz de Geraldo é diferente, é quase feia e sendo linda; é inconfundível.
Música é vital para mim, e às vezes parece ter vida própria também, chega, senta e fica! Envolve-lhe, chora em você, derrama-se... ou pelo contrário, lhe revigora, lhe estimula, lhe inquieta e anima, como é o caso das músicas da academia que frequento.
Não sei se a música realmente tem esse poder, se sou muito suscetível a ela, ou as duas coisas!
Mas certamente a música realça a natureza dos sentimentos humanos.
Ouvir músicas que fazem parte de nós nos captura; sentimos tudo igual a antes; parece que descobrimos que somos os mesmos de sempre e isso é definitivo; sentimos tudo outra vez e somos tudo de novo, num tempo que não passou, e em tempos que não voltam mais.
Hora de voltar!




“Ninguém, ninguém verá o que eu sonhei... só você meu amor...
 ninguém verá o sonho que eu sonhei...” (Chorando e Cantando, Geraldo Azevedo)

Bons sonhos!

Por SuA


   


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